segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Poema

Fiz esse poema a partir de uma história de uma amiga.

Tudo bem em errar

Taís Turaça Arantes


Você me ligou e disse coisas que ainda te chateavam
O tempo pareceu voar enquanto você lembrava as coisas erradas
que ambos fizemos
Mas o passado está no passado dormindo como todas as coisas que amamos
Os caminhos são em lados opostos em nossas estradas

Você sempre parece triste como uma manhã de segunda
Eu realmente não sei como apagar isso de seu coração

Você disse que se sente sozinho e se arrepende,
mas que há problema de voltar e corrigir as coisas
Eu segurei o celular e te disse:
“Às vezes nos erramos e isso é um direito nosso
Às vezes queremos seguir sem olhar para trás
Tudo bem em consertar as coisas”

sábado, 24 de dezembro de 2016

A fragilidade de ser alguém com depressão

(postagem sem revisão textual)

Hoje completa dois meses e três dias que meu pai faleceu de câncer em cima de uma cama na sala de casa. Hoje para a maioria das pessoas é a véspera de natal e ninguém se importa com a morte do meu pai. A nossa vida é cheia de gente! Gente que se importa com a gente e gente que finge que não existimos. Gente que te trata seco e diminui a sua vida.
Hoje é véspera de natal e algumas pessoas sabem que eu vou passar a noite sozinha, mas elas não oferecem um pouco da "janta" de natal deles.
Esse ano foi muito difícil. Eu saí de um relacionamento que achei que fosse um casamento, mas percebi que eu só vivi uma mentira. Eu estou tentando levar os meus livros do RJ para MS e está sendo difícil. Essa semana eu também aprendi que ninguém marca a vida de ninguém. As pessoas querem viver a vida delas sem problemas. Eu sempre paro para escutar as outras pessoas, mas no fundo ninguém quer realmente escutar o que eu sinto... É por isso que estou escrevendo esse texto aqui...
Todas as minhas escolhas me trouxeram para esse momento e eu me sinto triste. Eu fecho os olhos e penso no passado sabe... Nos momentos em que eu podia ter evitado tudo isso. Eu sempre penso que não precisaria ter trazido minhas coisas para o RJ e sempre penso que se nunca tivesse saído do MS meu pai ainda estaria aqui.
Eu queria que tudo fosse diferente. E ninguém sabe como é ter depressão as pessoas dizem "Com muito respeito não quero ouvir coisas tristes" ou "magoada com o quê? Hahaha só pode ser piada"... Mas no fundo, lá no fundo não sabem como é. Você luta todos os dias contra você mesmo e contra a sua vida. Você anda nas ruas e se sente sufocada. Você assiste a sua vida de uma janela em um dia tempestuoso. Você tenta falar para as pessoas e explicar e elas te tratam como louca.
Quando se tem depressão você é tudo, menos o doente. Você é a pessoa que se faz de vítima e não faz nada para melhorar. Você é a louca que fica tentando achar alguém para conversar. Você é aquela pessoa que as pessoas falam "já tentou não falar esses sentimentos para melhorar"... As pessoas não tentendem que você quer falar e quer que no mínimo elas te escutem. Não estou ligando para o que estudos falam agora... Eu estou falando como a paciente que foi diagnósticada com algo...
É uma sensação horrível no peito. Eu sempre durmo chorando e acordo com a sensação do peso nas costas. De noite a respiração fica difícil e eu me reviro de um lado para o outro na cama buscando uma forma de dormir.
Eu me sinto tão cansada... Tão cansada que todos os meus sonhos de publicar um livro e fazer o doutorado se tornaram um fardo para mim. A vida se tornou um fardo bem pesado.
Eu estou nadando contra a corrente e às vezes parece que eu vou me afogar e não sobreviver.

sábado, 28 de maio de 2016

Narrativas do cotidiano

Todos os dias nessa cidade grande nascem e morrem histórias... Senda elas verdadeiras ou não resolvi criar personagens a partir de coisas que escuto no dia a dia. Às vezes uma reclamação de alguém dentro do metrô te abre na mente uma ideia para criar uma personagem. Vou tentar colocar todos os dias algo no face e depois anotar o que isso vai gerar.
Existem tantas histórias por ai...

domingo, 8 de maio de 2016

A drosera e a perpétua



A drosera e a perpétua
Taís Turaça Arantes

Oh, o amor
Essa flor drosera que sempre devora a vida
Oh, o arrependimento
Essa flor perpétua que não seca mesmo depois de morta

Os dias viajam pelo calendário
E já estamos em maio
Alguém, por favor, pare esses dias submersos de tristeza
Alguém, por favor, dá-me uma máscara para esconder essa fraqueza

Eu ando por essas ruas lotadas de pessoas
Histórias se esbarram todos os dias dentro do metrô
Mas eu nunca estive tão sozinha
No final alguém sempre tem que perder
E que nunca seja você!

A vida corre rápido nessa cidade de um sol ávido
A culpa guia os meus passos nesse chão recém-criado

Oh, o amor
Essa flor drosera que não se contenta apenas com afeição
Oh, o arrependimento
Essa flor perpétua que não aceita os dias que se vão

sábado, 9 de janeiro de 2016

Expectativas não alcançadas.

É estranho. Muitas vezes pensamos estar no caminho da felicidade, mas não estamos. Quando se perde algo realmente importante é muito triste. Eu não estou falando do final do relacionamento em si, mas das expectativas que eu criei em cima disso. Eu sai da minha cidade natal para viver a possibilidade do sonho de construir uma família e tudo mais. Mas infelizmente não foi o que aconteceu.
É necessário reorganizar a vida. Entre todos esses dias cinzas, acredito que o sol vai surgir de novo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sobre pesquisas acadêmicas

Como havia comentado na postagem anterior que eu só estou esperando a data da defesa do mestrado, para morrer, brinco, para enfim poder dizer que conclui mais essa etapa dos meus estudos. Nessa postagem vou falar da minha pesquisa e os artigos que publiquei durante esse período.
A minha dissertação do mestrado tem como base teórica a semiótica de Peirce e o que eu analisei foi a graphic novel Watchmen de Alan Moore e Dave Gibbons. Eu analisei quatro símbolos presente na narrativa. Ano que vem, lá para fevereiro, eu defendo!
Bem, sobre os artigos, tem algumas coisas que foram legais escrever e outras foram bem chatas. É que tem alguns artigos que são feitos para disciplinas e às vezes isso se torna tão complicado que nasce uma raiva dentro de você e se dedicar a escrita é algo totalmente torturante.
Os que eu mais gostei foram esses aqui:

1 - O erotismo nos quadrinhos italianos: uma análise sobre a personagem Valentina, de Guido Crepax.
Esse artigo foi publicado em anais de um evento que participei em 2013.


2 - Quando a filologia une a língua e a literatura: O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien.
Esse artigo foi publicado em e-book nesse ano de 2015.


3 – Fumetti com filosofia: uma leitura de Dylan Dog à luz de Nietzsche E Schopenhauer.
Bem, esse ainda não foi publicado, mas teve um parecer positivo da revista hahahaha. Estou na espera. Ah! Lembrando que enquanto os dois primeiros foram publicados em parceria com o meu orientador, esse último é com um outro professor meu.
Bem, mais para frente, quem sabe eu escreva mais sobre o que aprendi nesses anos sobre a pesquisa acadêmica.

domingo, 15 de novembro de 2015

A volta do meu blog de forma mais ativa

Bem, coisas grandes aconteceram na minha vida desde a criação desse blog. E esse blog tem funcionado como um diário online para mim. Quando o criei foi exatamente para isso, para ser uma forma d’eu poder colocar de alguma forma para fora os meus sentimentos. Nunca o fiz como a intenção de ser um blog de entretenimento.
A primeira postagem foi em 2008. E nossa como o tempo passou e minha vida mudou muito. Para se ter uma ideia, em 2008 eu ainda estava no ensino médio e agora... bem, agora eu já sou formada em Pedagogia, Gestão de Recursos Humanos e só estou esperando fevereiro de 2016 para colar o grau de Letras, a graduação que sempre desejei fazer, e defender o mestrado de letras, uma coisa que nunca pensei que fosse fazer.
Outra coisa, dessa vez negativa, que aconteceu é que em 2014 descobri que meu pai estava com câncer. Ele fez o tratamento e agora está naquela fase de ficar de três em três meses cuidando. Ainda não teve um desfecho essa história, e eu rezo para que seja um final feliz.
Eu também me mudei. Sai da minha cidade natal para morar na grande cidade do Rio de Janeiro (vou fazer uma postagem só sobre essa mudança). Eu me mudei para morar com meu namorado. Tem sido uma aventura e tanto, cheia de altos e baixos.
Publiquei muitos artigos em revistas acadêmicas e finalmente estou no processo de finalização do meu primeiro livro.
Nesse meio tempo eu fiquei fazendo uma postagem ou outra no blog, mas de alguma forma eu sinto que preciso voltar a alimentá-lo com mais frequência.
Logo, eu gostaria de prolongar esse post falando justamente de como algumas coisas mudaram e outras permaneceram. De alguma forma, mesmo eu passando por várias coisas eu ainda me vejo sendo a mesma pessoa de sempre. Ainda tenho o mesmo gosto musical, meus autores favoritos são os mesmos de sempre e ainda mantenho os mesmos sonhos.
Algumas pessoas nem se importam com isso. Tipo, para elas não faz diferença se são ou não a mesma pessoa de sete/oito anos atrás. Mas para mim isso significa muito. Pois mesmo a vida caminhando por rumos tão diferentes eu ainda consigo manter uma conexão forte com a menina de 17 anos que fui e com a menina de 12 anos também.
Está tudo lá. A vontade de escrever um livro. A vontade de ser formada em Letras. A mesma emoção de escutar Evanescence. O tempo passou, mas de alguma forma eu ainda sou a mesma pessoa. Claro, que não sou 100% a mesma pessoa, mas a maioria das coisas estão lá para provar que não mudei. Por exemplo, eu lembro que quando eu tinha 17 anos as pessoas conseguiam facilmente me deixar triste e me machucarem, hoje não é assim. Eu aprendi a me defender, mas isso não quer dizer que eu não me magoe. Entende!? É... realmente não foi um bom exemplo, hahaha.
Então, tudo isso que escrevi e para dizer que objetivo agora é sempre fazer três postagens semanais no blog e que vou manter o mesmo nome do blog por ainda representar a ideia original de 2008.